Fumbel participa da cerimônia de reconhecimento do brega como patrimônio imaterial do Pará

Fumbel participa da cerimônia de reconhecimento do brega como patrimônio imaterial do Pará

“É essencial o empenho em valorizar a cultura do estado nas suas mais diversas formas, em especial o brega, que é um ritmo e uma manifestação cultural popular”. Foi afirmando a importância do brega para a história do Pará que o presidente da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel), Michel Pinho, parabenizou a iniciativa do Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), em reconhecer o brega como patrimônio cultural e imaterial do Pará.

A Prefeitura de Belém, através da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel), prestigiou na noite desta quarta-feira, 5, a assinatura da lei que declara o “Ritmo Brega” patrimônio cultural e imaterial do estado do Pará, evento realizado no Teatro Estação Gasômetro, no Parque da Residência.

A iniciativa visa não só reconhecer o ritmo em si, mas valorizar os compositores, músicos, cantores, guitarristas e outros artistas que fazem do brega o seu sustento e inspiração, como destaca a cantora Hellen Patrícia, da Banda Xeiro Verde. “Eu nasci no brega, eu vivenciei aparelhagens e shows ao longo da minha vida. Antes o brega não era bem visto. Hoje, com a assinatura da lei, nós vemos que o brega quebrou barreiras e estereótipos, envolvendo todas as classes sociais. Essa noite é só alegria, é para comemorar”.

“No âmbito do município, é importante ressaltar que já existe um projeto de lei na Câmara Municipal para também transformar o brega no patrimônio imaterial do município de Belém. Esperamos que em breve estejamos aprovando a lei através do prefeito Edmilson Rodrigues”, declara Michel Pinho.

A história do Brega

No Pará, o movimento do Brega surgiu em meados da década de 1980 nas áreas marginais ou periféricas, não sendo visto com bons olhos. As letras das músicas eram inspiradas em questões do cotidiano, principalmente, em assuntos amorosos, como separações, declarações de amor, traições, encontros, solidão após a perda de alguém amado, entre outros.

A proximidade geográfica com países caribenhos também influenciou o ritmo entre os cantores regionais paraenses, incrementando o merengue, a salsa e o zouk às melodias. Nos últimos anos começou a ser incorporado no repertório cultural de toda a população e, junto com o carimbó e outros gêneros regionais, estabeleceu-se como parte da identidade local.

Artistas já falecidos, como Frankito Lopes, Rubens Mota, Teddy Max e Maestro Didi foram homenageados durante a cerimônia, que teve ainda apresentações de diversos artistas locais, entre eles Lima Neto, Tarcísio França, Alberto Moreno, Allan Rodrigo e outros.

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